Educação estética. O belo enquanto manifestação do bem.
Artur Manso
Em um tempo voltado para a ciência e a tecnologia, o fazer e o produzir, com uma clara cisão entre os conhecimentos considerados úteis e os restantes, as humanidades e as artes designados de inúteis, o indivíduo aparece como mera mercadoria de qualquer linha de produção e consumo. Em tal cenário o autor propõe a via estética, a reabilitação do sensível, como base da educação do futuro: “Uma vez que o ensino universal e obrigatório tem como matéria de trabalho os indivíduos em idades precoces, proponho aqui a via estética como base da educação começando por lembrar o primeiro esforço neste sentido de Friedrich Schiller (1759-1805) na série de cartas que dirige ao príncipe Friedrich von Augustenburg sobre a educação estética que pouca repercussão teve até hoje, época em que predomina o culto da imagem e a auto glorificação do eu, na desmesurada multiplicação dos eus e na apropriação daquilo que não lhes pertence. Só a valorização do sensível consegue uma melhor harmonia do indivíduo com a existência onde enreda os seus dias”.
