

Da Cor da Chuva é uma obra poética que se destaca pela sensibilidade e pela depuração da linguagem.
Neste conjunto de poemas, a autora convida o leitor a atravessar um território onde o silêncio tem forma e o “Azul” se torna estado interior. São textos breves, densos e íntimos, onde se fala do “eu”, do “sou”, do amor, da ausência, da procura e do fim — mas sempre com uma escrita contida, pausada, com sentido estético e existencial.
Teresa Freitas escreve com uma delicadeza que toca o essencial. As suas palavras, muitas vezes suspensas em travessões e reticências, criam uma poética da escuta, da dúvida e da respiração interior. Trata-se de uma voz feminina e singular no panorama da poesia contemporânea portuguesa, que se aproxima das linguagens de Sophia, Fiama ou Ana Luísa Amaral, sem nunca as imitar.
Dividido em cinco secções — azul octogonal, qualquer coisa como, e tudo fica sem idade, abre a janela e deixa entrar o silêncio, e abriu jardim… — o livro desenha um percurso de descoberta e desprendimento, onde a poesia se torna um modo de habitar o mundo com leveza, mas também com profundidade.
Da Cor da Chuva é um livro para leitores de todas as gerações, especialmente os mais jovens, que aqui poderão encontrar uma linguagem poética acessível, mas rica, intensa e cheia de ressonâncias interiores.